JOGO POLÍTICO

Irajá tenta “descolar” imagem de petista, mas mantém ações do governo Lula como estratégia de campanha à Câmara Federal

Veículos e recursos destinados pelo Governo Federal se tornam peças centrais da estratégia do candidato na tentativa de conquistar votos na região Oeste de Mato Grosso.


Por Redação

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Irajá Lacerda e Lula. (Foto: Reprodução)

Mesmo após declarar que não apoia a candidatura à reeleição do presidente Lula (PT), o candidato a deputado federal Irajá Lacerda (PSD), que fez parte do governo petista, tem utilizado, em sua estratégia de campanha, ações e investimentos realizados pelo governo federal para tentar reforçar sua atuação política em Mato Grosso.

 

Materiais divulgados em plataformas digitais tentam destacar que Irajá Lacerda viabilizou a destinação de equipamentos e recursos do Governo Federal para o município de Araputanga. Entre os itens apresentados estão um caminhão-prancha, um trator, um ônibus escolar com acessibilidade e R$ 500 mil destinados à assistência social.

 

Irajá Lacerda foi secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no governo Lula e, nas eleições gerais deste ano, Irajá passou a ser taxado como traidor após anunciar apoio à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República. A decisão provocou reação entre aliados do PSD e do PT em Mato Grosso, que passaram a classificá-lo como "traidor", sendo a mudança de posicionamento duramente criticada pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT). "Vergonha na cara é só para quem honra as calças", afirmou o parlamentar.

 

Dificuldade eleitoral

Mesmo com a mudança de posicionamento político e a tentativa de “descolar” a imagem de petista, Irajá Lacerda ainda deverá enfrentar um cenário desafiador na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

A eleição promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos em Mato Grosso, reunindo deputados federais que disputarão a reeleição e candidatos com bases eleitorais já consolidadas em diferentes regiões do Estado.

 

No PSD, o ex-secretário-executivo do governo Lula também deverá disputar espaço político com o deputado federal Emanuelzinho, eleito pela primeira vez em 2018, com 76.781 votos, pelo PTB, e reeleito em 2022 pelo MDB, com 74.720 votos.

 

Em números, o desafio também é expressivo. Irajá recebeu 54.607 votos na última eleição, enquanto Emanuelzinho foi reeleito com 74.720 votos. Se o parlamentar repetir um desempenho próximo ao registrado em 2022, o pré-candidato do PSD terá de conquistar um crescimento eleitoral considerável para se colocar em condições competitivas na disputa por uma vaga na Câmara Federal.

 

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